Imóvel investigado teria estrutura para dificultar o rastreamento de aparelhos roubados e furtados; operação cumpriu 19 mandados na capital.
A Polícia Civil de São Paulo desarticulou uma central de receptação de celulares roubados e furtados durante a Operação Contrafeixe, deflagrada na capital paulista. A ação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão e resultou na prisão de um suspeito em flagrante.
Segundo a investigação, o imóvel funcionava como ponto de recebimento, triagem e preparação dos aparelhos para revenda no mercado ilegal. No local, os policiais apreenderam 182 celulares, além de objetos de valor, como 42 alianças. O material recolhido será periciado para identificação de vítimas e análise de vínculos com outros crimes.
A Polícia Civil apura se a estrutura era usada por uma rede ligada a roubos conhecidos como “quebra-vidro”, modalidade em que criminosos abordam motoristas em congestionamentos ou vias de grande movimento para levar celulares e outros pertences. Também há investigação sobre a atuação de receptadores responsáveis por repassar os aparelhos furtados ou roubados.
De acordo com a apuração policial, o imóvel tinha recursos para dificultar a localização dos celulares logo após os crimes. A suspeita é que os aparelhos fossem separados conforme o estado de bloqueio, valor de revenda e possibilidade de uso em fraudes, especialmente quando as vítimas ainda estavam com aplicativos e dados acessíveis.
O caso reforça a relação entre o roubo de celulares nas ruas e a existência de redes organizadas de receptação. Sem compradores e intermediários, esse tipo de crime perde valor econômico. Por isso, a investigação mira não apenas quem pratica o roubo, mas também quem armazena, desbloqueia, negocia ou revende os aparelhos.
Na capital paulista, a receptação de celulares movimenta uma cadeia que afeta diretamente motoristas, pedestres, passageiros de transporte público, comerciantes e moradores de regiões com alta circulação. Além do prejuízo material, as vítimas podem sofrer tentativa de acesso a contas bancárias, redes sociais, e-mails e aplicativos de pagamento.
Serviço ao leitor:
Em caso de roubo ou furto de celular, registre boletim de ocorrência, bloqueie o aparelho pelo IMEI junto à operadora, altere senhas de bancos, e-mails e redes sociais, e comunique imediatamente instituições financeiras. Denúncias sobre venda de celulares de origem suspeita podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181 ou diretamente à Polícia Civil.
Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional
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Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional | Jornalista | Diretor Editorial Editor-Executivo-Regional da HostingPress Agência de Notícias de São Paulo, com atuação voltada à coordenação editorial regional, articulação com veículos parceiros e fortalecimento da distribuição de conteúdo jornalístico no Estado de São Paulo. Editor-chefe do Jornal Impacto Cotia, com foco em jornalismo investigativo, interesse público e análise crítica de temas políticos, sociais e institucionais.
